Não-ficção, Review, Saúde Mental

Reasons to Stay Alive by Matt Haig

Plot summary:
Reasons to Stay Alive is about making the most of your time on earth. In the western world the suicide rate is highest amongst men under the age of 35. Matt Haig could have added to that statistic when, aged 24, he found himself staring at a cliff-edge about to jump off. This is the story of why he didn’t, how he recovered and learned to live with anxiety and depression. It’s also an upbeat, joyous and very funny exploration of how live better, love better, read better and feel more.

Review:
Acho que nunca li um livro tão cru como este, é a melhor perspetiva que já li sobre a depressão. Esta é mesmo a visão/experiência de uma pessoa real e este autor não hesita ao contar todos os pormenores e momentos que passou.
Estamos muito habituados a ler coisas mais técnicas sobre o tema, mas devíamos mesmo ler livros como este, ficamos mesmo a experienciar a depressão.

Quando acabei esta leitura, o meu primeiro pensamento foi “fogo, que livro!”, não conseguia pensar em mais nada para o descrever. Esta história real toca-nos, não é, ao contrário do que possamos pensar, o típico livro de auto-ajuda. Durante a leitura aprendemos tudo, de uma forma geral, sobre a depressão, mas este autor mostra-nos os aspetos mais profundos e pessoais deste mal.
Faz-nos viver a depressão, não é um simples livro que nos dá a entender que tudo vai ficar bem, que tudo vai correr bem, não, este é um livro bastante direto. É uma partilha de todos os momentos, de uma forma que nos faz sentir por ele, sentir a tristeza, tudo! No entanto, também sentimos um certo conforto na forma como este vai aceitando que não está bem e que ficar bem depende muito de nós próprios:

“The key is in accepting your thoughts, all of them, even the bad ones. Accept thoughts, but don’t become them.”

Bem, já perceberam que adorei todos os aspetos desta leitura e gostava de partilhar todas as citações que marquei, mas não saía daqui hoje. No entanto, há um aspeto que devo salientar e que gostei bastante, o facto de este autor falar da leitura como uma terapia, evidenciando que foi um dos fatores que o fez sentir melhor.

“There is this idea that your either read to escape or you read to find yourself. I don’t see the difference. We find ourselves through the process of escaping. It is not where we want to go, and all that.”

A escrita e os pensamentos deste livro agarram-nos e a leitura torna-se tão fluída que não o conseguimos largar. Acho que nunca meti tantos sticky notes num livro, ficou carregado deles. Não consigo mesmo parar de pensar neste livro, que perspetiva!

5 estrelas! Recomendo a toda a gente!!

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