Clássicos, Filosofia, Literatura, Review, Tolstoy

A Morte de Ivan Ilitch de Leo Tolstoy

Este é o meu primeiro livro de Tolstoy e comecei da melhor forma.

No início deste livro encontramos uma crítica forte à sociedade e que ainda encontramos nos nossos dias, as pessoas tentam sempre mostrar mais do que aquilo que realmente têm, vivendo, assim, acima das suas possibilidades. É com a personagem principal desta história, Ivan Ilitch, que esta crítica se revela. Este não tinha grandes possibilidades económicas, mas tentou a todo o custo que a sua nova casa ficasse bem apresentável. É interessante perceber que a preocupação não se centra na confortabilidade da família, mas sim nos convidados de alta sociedade que tencionava receber.

Ao trabalhar na sua casa acaba por ficar gravemente ferido e é a partir deste momento que toda a história se desenvolve. Ninguém sabe exatamente o que os ferimentos provocaram a Ilitch e até ao final da narrativa nunca foi realmente diagnosticado.

Este livro tem uma abordagem bastante interessante da morte. Esta abordagem transmite a ideia de que a morte parece que nunca nos toca a nós, como se a morte nos passasse ao lado. Assim, a grande questão deste livro está presente na continuidade da vida ou a morte.

Dostoiévski, Review, Romance

Noites Brancas de Fiódor Dostoiévski

Hoje trago-vos mais um livro de Dostoiévski, porque Dostoiévski nunca é de mais!

Plot summary:
Numa noite luminosa, numa ponte sobre o rio Neva, um sonhador depara-se com uma mulher em lágrimas. Petersburgo está mergulhada em mais uma das suas noites brancas, um fenómeno que faz as noites parecerem tão claras quanto os dias e que confere à cidade a atmosfera onírica ideal para o encontro entre essas duas almas perdidas.

Neste livro começamos por conhecer o sonhador, sem nunca sabermos o seu nome. Este vive em Petersburgo e sente que nunca teve uma plena inserção na sociedade, ao longo da narrativa vamos assinstindo à forma como lida com a sua solidão. Nos seus passeios pela cidade apercebe-se que as casas, as ruas, os sítios são os seus únicos amigos e não propriamente as pessoas.