Ficção, Kinsella, Review, Romance

Finding Audrey de Sophie Kinsella

Plot summary:
Audrey can’t leave the house. she can’t even take off her dark glasses inside the house.
Then her brother’s friend Linus stumbles into her life. With his friendly, orange-slice smile and his funny notes, he starts to entice Audrey out again – well, Starbucks is a start. And with Linus at her side, Audrey feels like she can do the things she’d thought were too scary. Suddenly, finding her way back to the real world seems achievable.

Review:
Neste livro conhecemos Audrey e sabemos que alguma coisa de mal lhe aconteceu na escola. No presente, ela sofre de ansiedade social e não consegue sair de casa, nem sequer olhar as pessoas nos olhos e, por isso, usa uns óculos escuros. Ficamos também a conhecer a sua família (a mãe, os dois irmãos e o pai) e também um amigo do irmão, o Linus.

Este livro chamou-me a atenção porque contém um tema que me interessa muito, a saúde mental.
No entanto, estava à espera que o tema fosse mais desenvolvido, ao pormenor, senti que tudo ficou assim a pairar no ar. Primeiro, nunca chegamos a saber o que lhe aconteceu na escola. Nunca chegamos a saber o que desencadeou toda esta história e, para mim, é um ponto crucial; e segundo, a certo ponto do livro parece que tudo está mais direcionado para o irmão do que propriamente para a Audrey.

Em relação às personagens, o Linus, acaba por ter uma relação amorosa com a Audrey, mas senti que ele apareceu um pouco caído do céu. À medida que a leitura ia avançando percebi que está relação não tinha um grande fundamento.
Quanto à família, é muito carinhosa e protetora. A mãe é um pouco eufórica e desatina com qualquer coisa e o pai é uma pessoa mais relaxada.

Vou deixar aqui duas citações que me ficaram na cabeça:
” (…) You look someone straight in the eye and your whole soul can be sucked out in a nanosecond. That’s what it feels like. Other people’s eyes are limitless and that’s what scares me.”

” (…) When we suffer prolonged anxiety, we have a tendency to become self-obsessed. I don’t mean that in a pejorative way (…) It’s simply a fact. You believe the whole world is thinking about you constantly. You believe the world is judging you and talking about you.”

A escrita deste livro é bastante acessível e a história é carinhosa. Acabei por o avaliar em 3 estrelas! Para mim, foi mais uma leitura para passar o tempo.

Podem encontrar o livro aqui:
Book Depository –  Inglês
Wook Português & Inglês 
Auster, Review, Romance

Sunset Park de Paul Auster

Esta foi a minha primeira experiência com Paul Auster e infelizmente não fiquei fascinada.
A tradução dificultou-me bastante a leitura, encontrei alguns erros e muitas vezes tinha que reler partes. Obviamente a culpa não é do autor mas prejudicou-me um pouco a experiência.

Plot summary:
Durante os meses sombrios do colapso económico de 2008, quatro jovens ocupam ilegalmente uma casa abandonada em Sunset Park, um bairro perigoso de Brooklyn.
Bing, o cabecilha, toca bateria e dirige o Hospital das Coisas Escangalhadas, onde conserta relíquias de um passado mais próspero. Ellen, uma artista melancólica, é assaltada por visões eróticas. Alice está a fazer uma tese sobre a forma como a cultura popular encarava o sexo no pós-guerra. Miles vive consumido por uma culpa que o leva a cortar todos os laços familiares. Em comum têm a busca por coerência, beleza e contacto humano.
São quatro vidas que Paul Auster entrelaça em tantas outras para criar uma complexa teia de relações humanas, num romance sobre a América contemporânea e os seus fantasmas. 

Nesta história, capa capítulo descreve a vida/sentimentos de cada uma das personagens: Miles, Morris, Willa, Mary-Lee Swann, Ellen, Alice, Bing. E, como estes lidam com as suas dificuldades económicas, mas também psicológicas. Devido às grandes dificuldades económicas decidem mudar-se para uma casa abandonada em  Sunset Park. Nesta casa ficamos a conhecer as lutas pessoais que cada um está a passar e que guardam para isso mesmos. Este livro transmite a ideia de que podemos ver/viver com uma pessoa todos os dias e não sabemos o que se passa com ela.