Fantasia, Ficção científica, Review, Roth

Gravar as Marcas de Veronica Roth

Plot summary:
Numa galáxia dominada pela corrente, todos têm um dom.
Cyra é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.
Akos é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar.
Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?

Review:
Quando comecei este livro tinha grandes expectativas. A ideia/tema tinha tudo para ser bom. Estas expectativas, infelizmente, não se concretizaram.

A história é desenvolvida num planeta distante, os seus habitantes têm dons que, para uns são bons, e para outros são um grande fardo. Para uma das personagens principais, Cyra, é um grande fardo, pois provoca dor nas pessoas. 
A ideia desta história é muito boa, as personagens, as diferentes civilizações, mas depois perde todo o encanto no desenvolvimento.

Na leitura deste livro senti que parecia que a história nunca mais acabava.  Os eventos desenvolvem-se de forma bastante lenta, o que acabava por se tornar cansativo. A sensação com que ficamos é que parece que só acontece alguma coisa de 50 em 50 páginas. E, assim, acontecimentos que nos podiam agarrar acabam por se tornar secantes.
Durante todo o livro as coisas que não precisavam de ser prolongadas, foram prolongadas e depois no final foi tudo contado a correr. E conseguimos mesmo ver isso até pelo tamanho dos capítulos, inicialmente são capítulos de 20 a 30 páginas e no final temos capítulos de 4 a 5 páginas.
Senti que o final desta história merecia mais, merecia ser melhor explicada.

A minha cotação para este livro concentra-se bastante nas suas personagens. Gostei da sua caracterização, as marcas no corpo que simbolizam as mortes; umas personagens transmitem tranquilidade e outras prevêem o futuro… 
E também achei interessante o conceito de destino, onde encontramos a definição de que qualquer pessoa pode ter um destino, mas não um futuro. 

2 estrelas, foi uma leitura um pouco cansativa, as personagens é que ainda foram salvando a história. Aconselho este livro para ler em conjunto com outros e não para ler de seguida. Se houver um segundo livro, vou querer lê-lo só pela curiosidade do que pode ou não acontecer às personagens numa nova fase das suas vidas.

Esta opinião tem o apoio da Harper Collins Portugal.

Publicado por Helena como autora no blog MaggieBooks.

Ficção, Literatura, Murakami, Review

Ouve a Canção do Vento / Flíper 1973 de Haruki Murakami

Plot summary:
Durante a primavera de 1978, o jovem Haruki Murakami, quando chegava a casa já tarde, depois de mais um dia de trabalho no seu clube de jazz, começou a sentar-se todas as noites à mesa da cozinha, a escrever. O resultado foram duas novelas marcantes – “Ouve a Canção do Vento” e “Flíper, 1973” – que lançaram a carreira de um dos mais aclamados autores da literatura mundial contemporânea. Estes dois pequenos romances impressivos, em tom de fábula, que por vezes roçam o surreal pelos laivos de ficção científica que os povoam, abordam o quotidiano de dois jovens – o narrador cujo nome nunca chegamos a conhecer e o seu amigo Rato –, perpassado por solidão, obsessão e erotismo.
Apresentando uma galeria pela qual desfilam uma rapariga com quatro dedos na mão esquerda, um escritor inventado, o dono de um bar que ouve as confissões de todos os que nele buscam refúgio, um par de gémeas e… gatos, estes dois textos contêm o embrião de todas as características que singularizaram e atravessam todas as obras-primas de Murakami, incluindo alguns dos seus mais recentes livros.

Review:
Nunca tinha lido o autor Haruki Murakami e quando me apercebi que este livro continha dois pequenos romances decidi tentar. Quando quero experimentar um novo autor procuro sempre os livros mais pequenos para que a leitura seja mais fluída.
Estes são os seus dois primeiros romances, já estive a ler que não mostram aquilo que o Murakami realmente é, como autor, mas comigo resultou bem.

Calvino, Clássicos, Fantasia, Ficção, Literatura, Review

Cidades Invisíveis de Italo Calvino

Plot summary:
Marco Polo fala a Kublai Kan das cidades do Ocidente, maravilhando o imperador mongol com as suas descrições. Estas cidades, no entanto, existem apenas na imaginação do mercador veneziano: a sua vida encontra-se apenas destro das suas palavras, uma narrativa capaz de criar mundos, mas que não tem forças para destruir «o inferno dos vivos».
Este livro tem o lirismo dos livros de poemas, poemas que por vezes descrevem cidades e outras vezes a forma de pensar e de ser dos seus habitantes. Invertendo os papéis do Livro das Maravilhas, através do qual Marco Polo revelou o Oriente ao mundo ocidental, Calvino arquitectou o livro que o estabeleceria como uma das referências incontornáveis da literatura pós-moderna.

Review:
Neste livro seguimos o diálogo entre o imperador Kunlai Khan e o explorador Marco Polo. O último durante este diálogo tem a missão de descrever todas as cidades que visitou na sua peregrinação.
A leitura é bastante descritiva, o que para mim se tornou num ponto positivo, conseguimos mesmo imaginar e experienciar as cidades que Marco Polo descreve.
O explorador aborda 55 cidades imaginárias que estão categorizadas em grupos: memória, desejo, sinais, nomes, mortos, contínuas, escondidas e etc.

Clássicos, Ficção, Ficção científica, Golding, Review

O Deus das Moscas de William Golding

Plot summary:
Publicado originalmente em 1954, O Deus das Moscas é um dos mais perturbadores e aclamados romances da atualidade.
Um avião despenha-se numa ilha deserta, e os únicos sobreviventes são um grupo de rapazes. Inicialmente, desfrutando da liberdade total e festejando a ausência de adultos, unem forças, cooperando na procura de alimentos, na construção de abrigos e na manutenção de sinais de fogo. Porém, à medida que o frágil sentido de ordem dos jovens começa a fraquejar, também os seus medos começam a tomar sinistras e primitivas formas. De repente, o mundo dos jogos, dos trabalhos de casa e dos livros de aventuras perde-se no tempo. Agora, os rapazes confrontam-se com uma realidade muito mais urgente – a sobrevivência – e com o aparecimento de um ser terrível que lhes assombra os sonhos.

Review:
Bem, toda a gente com quem falei durante a Feira do Livro de Aveiro dizia que este livro era muito bom, por isso, tinha grandes expetativas quando o comecei a ler. Mas tenho de confessar que esperava mais, esperava mais devido a todos os elogios que ouvi.

Eu gostei do livro, mas acho que teria gostado mais se não tivesse ouvido todas as opiniões sobre ele. A leitura foi bastante acessível e fluída e estão sempre coisas a acontecer, li este livro num dia basicamente.