Ferrante, Quit, Review, Romance

História do Novo Nome de Elena Ferrante

 

Plot summary:
Este romance continua a história de Lila e Elena, tendo como pano de fundo a cidade de Nápoles e a Itália do século XX.
Lila, filha de um sapateiro, escolhe o caminho de ascensão social no próprio bairro e, no final de A Amiga Genial, vemo-la casada com um comerciante. Elena, pelo contrário, dedica-se aos estudos.
Ambas têm agora 17 anos e sentem-se num beco sem saída. Ao assumir o nome do marido, Lila tem a sensação de ter perdido a identidade. Elena, estudante modelo, descobre que não se sente bem nem no bairro nem fora dele.
No início, vemos Elena a abrir um caderno de notas onde Lila fala sobre a vida com o seu marido e as complicadas relações com a Mafia e os grupos neofascistas, que invadem os bairros com as suas proclamações.
Lila e Elena hesitam entre a tendência para a conformidade e a obstinação em tomar nas suas mãos o seu destino, numa relação conflitual, inseparável mistura de dependência e vontade de autoafirmação, em que o amor é um sentimento «molesto» que se alimenta do desequilíbrio até nos momentos mais felizes.

Review:
Raramente desisto de um livro, mas neste foi mesmo o que aconteceu.
Ha pouco tempo li o primeiro livro desta sega, A Amiga Genial, e até lhe dei uma boa cotação. No entanto, a personagem Lila irritou-me bastante até ao ponto de ter vontade de a chamar a atenção em voz alta.

É importante frisar que esta é apenas a minha opinião, esta leitura não resultou comigo, mas pode resultar com outras pessoas.

Ficção, Kinsella, Review, Romance

Finding Audrey de Sophie Kinsella

Plot summary:
Audrey can’t leave the house. she can’t even take off her dark glasses inside the house.
Then her brother’s friend Linus stumbles into her life. With his friendly, orange-slice smile and his funny notes, he starts to entice Audrey out again – well, Starbucks is a start. And with Linus at her side, Audrey feels like she can do the things she’d thought were too scary. Suddenly, finding her way back to the real world seems achievable.

Review:
Neste livro conhecemos Audrey e sabemos que alguma coisa de mal lhe aconteceu na escola. No presente, ela sofre de ansiedade social e não consegue sair de casa, nem sequer olhar as pessoas nos olhos e, por isso, usa uns óculos escuros. Ficamos também a conhecer a sua família (a mãe, os dois irmãos e o pai) e também um amigo do irmão, o Linus.

Este livro chamou-me a atenção porque contém um tema que me interessa muito, a saúde mental.
No entanto, estava à espera que o tema fosse mais desenvolvido, ao pormenor, senti que tudo ficou assim a pairar no ar. Primeiro, nunca chegamos a saber o que lhe aconteceu na escola. Nunca chegamos a saber o que desencadeou toda esta história e, para mim, é um ponto crucial; e segundo, a certo ponto do livro parece que tudo está mais direcionado para o irmão do que propriamente para a Audrey.

Em relação às personagens, o Linus, acaba por ter uma relação amorosa com a Audrey, mas senti que ele apareceu um pouco caído do céu. À medida que a leitura ia avançando percebi que está relação não tinha um grande fundamento.
Quanto à família, é muito carinhosa e protetora. A mãe é um pouco eufórica e desatina com qualquer coisa e o pai é uma pessoa mais relaxada.

Vou deixar aqui duas citações que me ficaram na cabeça:
” (…) You look someone straight in the eye and your whole soul can be sucked out in a nanosecond. That’s what it feels like. Other people’s eyes are limitless and that’s what scares me.”

” (…) When we suffer prolonged anxiety, we have a tendency to become self-obsessed. I don’t mean that in a pejorative way (…) It’s simply a fact. You believe the whole world is thinking about you constantly. You believe the world is judging you and talking about you.”

A escrita deste livro é bastante acessível e a história é carinhosa. Acabei por o avaliar em 3 estrelas! Para mim, foi mais uma leitura para passar o tempo.

Podem encontrar o livro aqui:
Book Depository –  Inglês
Wook Português & Inglês 
Mistério, Review, Tartt

The Secret History by Donna Tartt

‘Death os the mother of beauty,’ said Henry.
‘And what is beauty?’
‘Terror.’

Nunca tinha lido Donna Tartt, comecei a ler este livro com grandes expetativas e admito que estas se concretizaram. Esta leitura agarrou-me da primeira à última página.
 
Posso até afirmar que este é o mistério mais diferente e irreverente que já li. Normalmente os mistérios centram-se muito num momento em específico e não tanto no que o rodeia. Neste livro a história está dividida em duas partes que exploram o antes e o depois de um crime.
 
Começamos por conhecer o narrador desta história, Richard, um rapaz que fala sobre as suas memórias na casas dos pais e depois da sua transição para a universidade muito longe de casa. Na universidade segue estudos clássicos e  junta-se a um grupo de intelectuais que fazem parte do curso. É a partir deste momento que toda a história começa a desenrolar-se. E nem me vou prolongar mais porque este livro não merece qualquer tipo de spoiler.
 
As personagens principais desta história – Richard, Camilla, Charles, Henry, Francis e Henry – estão muito bem caraterizadas e desenvolvidas. É incrível a forma como a autora escreveu e idealizou a progressão destas personagens, aparentemente são pessoas normais, mas ao longo da história vamos assistindo a uma total desintegração de cada uma delas. Esta degradação segue uma série de acontecimentos com várias interligações entre eles, mas tudo acaba por fazer sentido. Sente-se realmente o desespero e a paranoia e apesar do lado negro revelado nestas personagens, à medida que fui lendo comecei a ter pena e a querer que na página seguinte tudo lhes corresse bem.
Foi esta evolução das personagens na história que mais me fascinou, nada ficou por explicar e é contado de uma forma bastante realista.
 
Para algumas pessoas pode ser um livro muito longo, mas para mim não foi, a leitura é muito fluída e a escrita é bastante acessível.
As 629 páginas valem muito a pena. 5 estrelas!
Recomendo vivamente esta leitura e estou ansiosa por ler o Goldfinch, desta mesma autora!

 

“(…) it is dangerous to ignore the existence of the irrational. The more cultivated a person is, the more intelligent, the more repressed, then the more he needs some method of channeling the primitive impulses he’s worked so hard to subdue. Otherwise those power old forces will mass and strengthen until they are violent enough to break free, more violent for the delay, often strong enough to sweep the will away entirely.”
 
Comédia, Fantasia, Ficção, Review

Bons Augúrios de Neil Gaiman & Terry Pratchett

Plot summary:
Este é o livro mais divertido alguma vez escrito sobre o Armagedão. Não vale a pena reler esta última frase, caro leitor, foi mesmo isso que se quis dizer. «Mas como é que um livro sobre o fim do mundo pode, de algum modo, ser cómico?» Ora aí é que está, caríssimo leitor, a explicação é óbvia – esta obra foi escrita por dois dos mais geniais autores de fantasy da actualidade. Ao sabor das suas endiabradas penas, até o mais inverosímil pode assumir a aparência de algo plausível! Neil Gaiman e Terry Pratchett criaram um texto que, ao fundir a fantasia e a comédia, resulta absolutamente jocoso, satírico inventivo e cheio de sabedoria.

Review:
Crowley, um demónio confuso e o seu velho “amigo” Aziráfalo, um anjo. Ambos vivem entre os humanos há muito muito tempo e quando chega o apocalipse unem forças para o tentar impedir.

No entanto, é errado destacar apenas estes dois. É uma história cheia de personagens peculiares, muito bem construídas e todas elas importantes para o enredo. Cruzamo-nos com demónios, bruxas, caçadores de bruxas, freiras satânicas, Deus e o Anticristo. O Anticristo é uma criança chamada Adão com o seu cão do inferno chamado Cão (um rafeiro atormentador de gatos).
Temos ainda mais personagens secundárias que acrescentam valor à história, houve uma em particular que achei muito engraçada, o carteiro. Ele não entrega simplesmente as encomendas em casa, vai mesmo ao encontro da pessoa esteja ela onde estiver. Numa das suas entregas o destino é “em todo o lado”.